quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão!

O pior é que não sei mesmo. Não tenho muita certeza do que deveria estar escrevendo aqui. Mas a minha cabeça vai explodir. Essa é a única coisa que eu tenho certeza.

Como é que eu não consigo parar e pensar na monografia, sendo que ela é a coisa mais importante da minha vida nos últimos e próximos meses? Como eu não consigo me concentrar e ler qualquer coisa que seja pelo menos um pouco importante deitado na minha cama? Como eu não sei o que fazer nos próximos cinco minutos sem dar um nó no meu cérebro de minhoca?

Minha vida tá uma bela mierda. Não consigo pensar em nada direito pra consertá-la. E muito menos pra dar um rumo certo, uma guinada. Só tenho as vontades certas em uma área (a que julgo mais importante), mas não consigo concretizar nem mesmo metade das coisas que planejo.

De bom, só percebo que estou voltando a ser o Kelyson de antes. Na minha, conservando as amizades de verdade, cativando pessoas legais que aparecem ao meu redor, leitor e pensador (coisa que havia deixado de ser há um bom tempo) e um cristão autêntico. Às vezes fico querendo decifrar o que Deus me reserva no meu futuro profissional, mas acho que nem com os algoritmos quaânticos que um dia serão (?) desenvolvidos eu, sozinho, como estou hoje, conseguirei compreender. Mas isso é assunto pra um outro post.

"Se eu sei que no final fica tudo bem", "sei lá... sei lá! a vida tem sempre razão"! É nessas horas que eu vejo que eu preciso exercitar minha fé cada dia mais nesses e em outros momentos que Deus me dá. Ontem, no meu nível mais supremo de ócio da semana, estava vendo a novela das oito, "Viver a Vida". Prestei atenção na música de abertura da novela. Acho que é a única coisa que presta, de lá. Quando vi a letra, acabei me lembrando de Eclesiastes.

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.



A vida é uma grande ilusão. E o sol que desponta tem que anoitecer.